quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Já Dormir Não Durmo - 22 de Janeiro de 2009

Já dormir não durmo,
Estou deleitado com esse desejo.
Tenho esse pensamento
Toda a noite a penetrar-me,
A rasgar-me as entranhas,
A tirar-me para fora as vísceras.
Tenho esse desejo de ser possuído
E arremessado contra qualquer parede,
Deixar marcas como as que deixei
Nos lugares onde passei.

Deixem-me continuar a deleitar-me.
Um dia expurgar-me-ei de todos os pecados,
Agora quero apenas desejos loucos, libidinosos.

Deixem-me ser porco.
Merda, quero ser nefasto e denso.

Quero ser tudo e todos ao mesmo tempo.

2 comentários:

SanteagO disse...

ainda nao li mais, mas gostei da 'crueldade' deste poema. É assim que gosto da escrita, dura, e forte.

^^ passa no meu, ma friend

abraço.

SanteagO disse...

hey eu again. tenho um desafio para ti no meu blog, vai lá.

abraço

^^