segunda-feira, 24 de maio de 2010

Provisório - 24 de Maio de 2010

Embora tarde
Que é de meu porto?
Outrora cedo
Que é de minha foz?

Perdi terreno,
Que por vezes árido
Era só o meu terreno.
De mais ninguém!

Sem desabafo algum,
Pois é morte instalada.
É sentir falta
De pele macia.

Roer os pulsos,
Em busca dos grilhões
Inexistentes, que me
Prendem ao imenso de
Te ter de volta.

Partam-se , em labaredas,
As algemas que me obrigam
A ficar sem ti.

Faianças partidas no chão,
Buracos estendidos,
Epitáfios subtis.

É desgraça de fim,
Sem purificação,
Desgraça sem pão…

1 comentário:

Ana Marques disse...

Gostei muito deste poema, Tiago.
Tenho um CD para ti de uma banda que descobri e que acho irás gostar.
O you to be sem ti não é bem a mesma coisa...
Beijos.